Usina de Arte - Expedição - 05 set 2026

No dia 5 de setembro, o Yoga e Arte atravessou as fronteiras de Alagoas e seguiu até Pernambuco para viver uma de suas experiências mais especiais: nossa primeira expedição à Usina de Arte, em Água Preta.

Mais de 40 mulheres aceitaram o convite de passar um dia inteiro entre arte, natureza, movimento, presença e encontro.

A Usina de Arte já seria, por si só, uma experiência. Em meio à vegetação, esculturas, instalações, arquitetura, caminhos e paisagens que parecem deslocar nossa percepção do cotidiano, fomos convidados a olhar para fora com mais atenção. A observar formas, cores, texturas, proporções e tudo aquilo que a arte consegue despertar quando nos permitimos caminhar sem tanta pressa.

E, no final da tarde, fizemos o caminho inverso.

Se durante o dia a arte nos convidava a olhar para fora, o yoga nos convidou a olhar para dentro.

Estendemos nossos tapetes em meio à paisagem e fizemos daquele lugar nosso espaço de prática. Não havia paredes delimitando a sala, nem controle absoluto sobre o que aconteceria ao nosso redor. Havia natureza, vento, sons, nuvens e até a chuva nos lembrando de uma das grandes lições do yoga: não podemos controlar tudo aquilo que acontece fora de nós.

Podemos, porém, aprender a perceber como reagimos ao que acontece.

E talvez tenha sido justamente aí que aquela prática ganhou ainda mais sentido.

O Yoga e Arte nasceu do desejo de retirar o yoga dos lugares onde tradicionalmente esperamos encontrá-lo e colocá-lo em diálogo com outros territórios. Museus, galerias, ateliês, teatros, arquitetura, música, natureza. Espaços capazes de provocar os sentidos e ampliar nossa percepção sobre nós mesmos e sobre o mundo.

Na Usina de Arte, essa ideia pareceu ganhar uma nova dimensão.

Ao nosso redor, a potência criativa de um lugar transformado pela arte. Sobre os tapetes, corpos diferentes compartilhando a mesma experiência. Mais de 40 mulheres respirando, se movimentando, silenciando, rindo, se permitindo experimentar.

Existe algo muito bonito quando tantas pessoas decidem, juntas, reservar algumas horas para simplesmente estar presentes.

Também existe algo profundamente simbólico naquela imagem.

Mulheres ocupando seus corpos com liberdade. Respirando profundamente. Criando espaço dentro de si. Reconhecendo força e delicadeza sem precisar escolher entre uma ou outra.

Durante aquela tarde, a Usina foi cenário, obra e testemunha.

E nós também fomos parte daquela paisagem.

O Yoga e Arte segue acreditando que uma prática não termina quando enrolamos o tapete. Ela continua na forma como caminhamos, observamos, convivemos, respeitamos nossos limites e encontramos beleza nas coisas ao nosso redor.

Voltamos para Maceió carregando mais do que fotografias de um dia bonito.

Voltamos com encontros, histórias, novas conexões e a sensação de que existem experiências que não precisam ser perfeitamente planejadas para serem perfeitas em sua própria maneira de acontecer.

Talvez seja exatamente isso que a arte e o yoga tenham em comum.

Ambos nos ensinam a olhar.

A arte, para aquilo que está diante de nós.

O yoga, para aquilo que acontece dentro de nós.

E naquele 5 de setembro, em algum lugar entre Pernambuco e Alagoas, entre a chuva e o sol, entre a paisagem e o tapetinho, esses dois caminhos se encontraram mais uma vez.

Foi nossa primeira expedição.

E certamente não será a última.

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